terça-feira, 28 de abril de 2009

Quase tudo é temporal

Com apenas dois anos de estrada, o Crombie possui maturidade autoral e musical invejável. O grupo carioca foi finalista do festival de bandas promovido pelo Jornal do Brasil – e vencedor no júri popular. Formado por Felipe Vellozo (baixo e vocais), Filipe Costa (violão e guitarra), Gabriel Luz (violão e vocais), Lucas Magno (percussões) e Paulo Nazareth (vocal e violão), o Crombie dá nova vida ao previsível cenário cristão brasileiro.

Nos primeiros segundos de audição, porenquanto pode parecer um disco de reggae, feito com violões e percussão, mas aos poucos a banda mostra seu diferencial. Cada canção é feita para surpreender, misturando acordes de Bossa Nova e MPB às guitarras levemente distorcidas, muito semelhantes às do Los Hermanos.

Cristãos da Igreja Betânia em Niterói, os meninos se utilizam da poesia singularmente para expressar o amor de Deus. Quase tudo é temporal, temporal porque está sujeito a um sujeito chamado Tempo, que é mais que momento, que não se confessa, pois não sente culpa de nada, são os primeiros versos de
Sobre o Tempo, quarta faixa do disco, que já soa bem rock.

Em entrevista exclusiva ao
alforria, o grupo contou um pouco mais de suas influências, sua história e disponibilizou em primeira mão – legalmente – seis músicas do álbum. Para comprá-lo, entre em contato por meio do oscrombie@gmail.com ou clique aqui para fazer o download, devidamente autorizado pela banda.

Rafael Porto, no
Alforria.
Postado por Pavarini às
1:03 PM

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Ninguém é insubstituível

Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores. Agita as mãos, mostra gráfico e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível".

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada. De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:

- Alguma pergunta?

- Tenho sim. E Beethoven?

- Como? - o encara o gestor confuso.

- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?

Silêncio.

Ouvi essa história esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico (até hoje o Flamengo está órfão de um Zico)?

Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus 'gaps'.

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico... O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu negócio.

Se seu gerente/coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.

Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'; ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: "Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:.. Ninguém... pois nosso Zaca é insubstituível.

"Portanto nunca esqueça: Você é um talento único... Com toda certeza ninguém te substituirá!" Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso. O que eu faço é uma gota no meio de um oceano, mas sem ela o oceano será menor."

texto atribuído Max Gehringer
Postado por Pavarini às 2:34 PM

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Um diálogo entre a psicanálise e a fé cristã

"Sua rejeição da religião não me traz nada de novo.
Um adversário de grande capacidade intelectual é mais útil à religião que mil adeptos inúteis."
Oskar Pfister em carta a Freud.

Cartas entre Freud e Pfister (2ª edição) - Editora Ultimato
Pré-venda disponível em 15/05/2009

Sinopse
É fascinante acompanhar o diálogo e a construção da amizade entre Freud e Pfister. Pouco a pouco trocam idéias, textos e, acima de tudo, compartilham vida. Visitam-se, presenteiam-se, fazem confidências e influenciam-se mutuamente.
Ao mesmo tempo, parecem cão e gato. De um lado, um cura de almas mundano — Freud era judeu e ateu. De outro, um “cura de almas espiritual” — Pfister era pastor protestante —, que se refere a Freud como “o amado adversário”. O que havia de comum entre eles era, acima de tudo, a busca pela compreensão do homem. Essa busca resultou num fecundo diálogo sobre temas como o complexo relacionamento entre psicanálise e religião, a psicanálise como técnica a serviço da cura analítica de almas, os primórdios da análise laica, a análise de crianças e adolescentes e a análise de pessoas “não doentes no sentido clínico”.

sábado, 18 de abril de 2009


Já estou com saudades.

Neste instante, eu sei que O Senhor estás guardando todas as respostas.

Que o Senhor lhes Abençoe.
Um beijo. Amo voces.

Who am I?


Quem Sou Eu?

Quem Sou Eu?
Que o Senhor de toda a terra
Se importaria em saber meu nome,
Se importaria em sentir minha dor.
Quem sou eu?
Que a Estrela da manhã
Escolheria iluminar o caminho
Do meu aventureiro coração.

Não por causa de quem sou
Mas pelo que fizeste
Não por causa do que fiz
Mas por causa de quem és.

Eu sou uma flor que vai murchando
E que logo então se esvai
Uma onda no oceano,
Um vapor ao vento.
E ainda escutas quando clamo.
Senhor, me levantas quando caio
E me dizes quem eu sou.
Eu sou teu
Eu sou teu

Quem sou eu?
Para que os olhos que vêem nossos erros
Me olhassem com amor
E me fizessem prosseguir
Quem sou eu?
Para que a voz que acalmou o mar
Ainda busca acalmar
A tempestade que há em mim
Não por causa de quem sou
Mas pelo que fizeste
Não por causa do que fiz
Mas por causa de quem és.

Casting Crowns

Esta é em homenagem a minha irmã Liza. Ela sabe porque. Te amo Mô. To morrendo de saudades.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Seguir a Jesus


Em meio a tanta conversação, discussão e completa falta de direção que tem caracterizado a maior parte do “diálogo” emergente nestes tempos pós-modernos, encontro na poesia de Guilherme Kerr e Jorge Rehder o que minha alma mais tem sede de ouvir (e seguir):

Seguir a Jesus é deixar as redes, é deixar o barco
É fazer-se de fraco pra levar os fracos à Verdade
É ser livre de tudo, ser servo de todos
É ter no coração
A vontade de sempre, com amor mais ardente
Servir a Jesus

Seguir a Jesus é perder sua vida pra encontrar vida plena
É abrir mão de tudo, entregar-se de todo, vale a pena!
É ser livre e cativo no amor mais ativo
É ter no coração
A vontade de sempre, com amor mais ardente
Servir a Jesus

(Maio 1985)

Via blog do RevBaggio

Cristianismo de Consumo?

“Em vez de procurar uma igreja que ensine a Palavra de Deus, algumas vezes buscamos uma igreja que ’supra nossas necessidades’. A igreja não existe para prover ’serviços’ aos membros; ao contrário, ela deve desafiar os membros a que se envolvam no ’serviço’ a Deus e a seus semelhantes. Quando pensamos como consumidores, colocamo-nos em primeiro lugar, escolhendo o que corresponde melhor aos nossos desejos. O cristianismo é uma questão de verdade, de submissão ao Deus santo e justo, cuja autoridade sobre nós é absoluta e que, de forma alguma, está sujeito às nossas preferências de consumo. O cristianismo não deve ser manchado pelo consumismo.”


- Gene Edwards Veith Jr. em Posmodern Times citado por Hernandes Dias Lopes em Pregação Expositiva (2008).
Via Blog do RevBaggio

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Uma igreja pode ser moderna

A grande mania das igrejas é permanecer arcaica ao que está acontecendo no mundo. Aposto que a maioria não tem ideia do que seja um blog, ou muito menos o que é o Twitter, condenam o Orkut e se recusam a usar o Youtube. Uma pena, já que são ferramentas excelentes para atrair jovens e manter o contato com quem está longe. Porém, algumas igrejas usam e abusam dessas “novidades”, e se tornam verdadeiras referências para outras igrejas e também para o mundo. Basta olhar o material gráfico da Hillsong United e da recém-inaugurada Vineyard em São Paulo. Enfim, se render ao comodismo e breguismo, ou abrir a cabeça?

Teaser documentário do United. Lançamento ainda neste ano:

Postado por Fernando Segredo - Via Pavablog

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Vídeo da Semana

A partir de hoje vou começar a postar um vídeo por semana. Não terá um tema específico.
Pode ser um clip, uma mensagem e por aí vai.

Vamos começar com com uma série chamada Nooma, é uma série produzida por Rob Bell, líder da Mars Hill Church.

São idéias e conceitos que são veiculados através de boas metáforas, discursando de forma criativa sobre Deus.
Em apenas 10 minutos ele conta alguma história ou conversa alguma coisa com os telespectadores.
Os filmes são curtos, todos tem em média 10 minutos;
As mensagens são muito claras, a linguagem é bastante contemporânea e o contexto em que ele se colocam é bem comum;
As reflexões são profundas. Acho que um dos grandes méritos de Rob Bell no Nooma é fazer as perguntas certas, muitas delas ficam ecoando em nossa mente após o filme;
A direção dos filmes foi muito feliz, combina uma trilha sonora indie muito bonita e tocante, as locações muito bem escolhidas e uma conversa muito leve, longe daquele tom de pregação que a gente vê nos programas evangélicos.